Será que meu bebê precisa brincar sozinho?

Sim! A resposta é simples, mas profunda.

No início da minha carreira como professora, eu tinha em mente de que quando fosse mãe, estaria 100% ao lado dos meus filhos, incentivando-os das mais diferentes formas.  Com o tempo, estudos na área da infância e crescimento pessoal e profissional, meus olhos foram abrindo para alguns aspectos.

Pikler_International_babies (Imagem de: http://pikler.nl)

1º.) O bebê não precisa de estímulo o tempo todo.

Muitas vezes erramos ao querer estimular e interagir a todo momento com eles. No começo, com minha primeira filha eu chegava a me culpar por não ter aproveitado o dia todo ao lado dela.

E sabe o que isso significa? Que podemos deixar a culpa de lado e deixar que ele por si só comece a encontrar os objetos de sua preferência para seguir com os olhos, que com tranquilidade encontre suas mãozinhas e as explore pouco a pouco.

2º) Neste tempo, podemos observar as grandes conquistas que ele faz.

Indico, para quem quiser conhecer um pouco mais desta abordagem, ler sobre Emmi Pikler, é muito válido e me ajudou muito.

É dela este pensamento:

“Por uma questão de princípios, nos abstemos de ensinar habilidades e atividades em que, sob condições apropriadas, envolverão a própria iniciativa da criança e sua atividade independente.

Enquanto aprende a contorcer o abdomen, rolar, rastejar, sentar, ficar de pé e andar, (o bebê) não apenas está aprendendo aqueles movimentos como também o seu modo de aprendizado. Ele aprende a fazer algo por si próprio, aprende a ser interessado, a tentar, experimentar. Ele aprende a superar dificuldades. Ele passa a conhecer a alegria e a satisfação derivadas desse sucesso, o resultado de sua paciência e persistência.”

Lembrem-se: os bebês são sujeitos competentes. Não vamos subestimá-los!

3º) Nunca coloque o seu filho em uma posição que ele não consiga se sustentar – achando que está incentivando-o a controlar o seu corpo.

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Vocês já pensaram o sentimento de frustração que um bebê tem quando é colocado em uma posição que ele não consegue sustentar?

O corpo do bebê precisa de tempo para se firmar e conseguir se movimentar.

Com a minha primeira filha, eu senti muito isso. Deixei o corpinho dela, no momento dela se desenvolver. Não forcei nenhuma posição, mas estimulei-a com brinquedos um pouco mais longe de suas mãos, etc.

Senti muita pressão dos amigos com perguntas do tipo: “ela ainda não engatinha?”, “nossa, olha aquela outra criança mais nova andando já.  Acho que você precisa fazer alguma coisa!”.

Eu fazer alguma coisa?

A natureza é totalmente sábia e cada criança tem o seu próprio ritmo!

Já com a minha segunda filha, com 4 meses ela já começou a virar de bruços, não porque eu interferi, mas porque o corpinho dela já está preparado.

Por isso esta dica é: respeite o tempo do seu filho! Você verá mais para frente como ele será mais seguro em seus movimentos e dinâmico.

4º.) Para o bebê se desenvolver ele precisa de 3 coisas:

– Liberdade de movimento: jamais colocar as crianças posicionadas de modo que não possam se dedicar a si mesmas. Desta forma, deixando elas se movimentarem por si mesmas, teremos como resultado crianças com mais equilíbrio, coordenação e senso de competência;

– Brincadeiras espontâneas: utilizar matérias simples, como tecidos, brinquedos que possam pegar, chacoalhar, etc. Deixar a criança escolher com o que quer brincar;

– Rotinas de cuidados: focar na interação mãe/bebê ou cuidadores/bebê de forma que eles se sintam seguros em seu ambiente.

 

E depois de tudo isso, sabemos que é muito importante o bebê descobrir, interagir com o mundo, conquistar novos movimentos sozinho e com a nossa supervisão.

A natureza é maravilhosa e sabe o que faz!

E você, que tipo de brincadeira faz com seu filho ou crianças da família para estimulá los?

 

 

 

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