Amigos imaginários!

Será que precisamos ficar com medo? Afinal, o que isso significa para o meu filho? Será que ele está suprindo alguma relação que ele não consiga fazer no “mundo real”?

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Estes dias, observando as brincadeiras da minha filha (coisa que gosto muito de fazer, pois nestes momentos conheço coisas delas que não saberia se não estivesse por perto), percebi que ela estava brincando com alguns amigos imaginários.

Ela recriava situações do dia a dia e os colocava na brincadeira. Foi quando pensei em falar um pouquinho sobre esta fase, em que os pequenos dão vida a personagens em suas brincadeiras.

Não sou psicóloga, mas como professora sempre me interessei pelo universo lúdico infantil e li muito sobre o assunto. Por isso decidi dividir o pouquinho que sei:

A maioria das crianças brinca de faz de conta e interage com tudo o que os envolve. Desta forma, recriando momentos vividos no dia a dia, elas vão se apropriando do seu mundo e aprendem também a lidar com o outro.

Segundo a psicóloga Marta Andersen, “o amigo imaginário pode ser uma importante fonte de conforto emocional quando a criança passa por dificuldades. Algumas crianças desenvolvem amigos imaginários após terem passado por um trauma e esse amigo pode ser um recurso fundamental  para a criança gerir suas emoções.”

Estes amigos imaginários tendem a aparecer quando a criança começa a se apropriar da linguagem oral. Alguns pais até ficam assustados ao perceberem que seus filhos tem amigos imaginários, mas é algo da natureza das crianças. A maioria delas são tão bem integradas quanto as outras.

O próprio Jean Piaget (1896-1980), por exemplo, interpretou os amigos imaginários como uma forma especial do jogo simbólico e uma prova de criatividade.

Por isso, quando perceber as brincadeiras de seu pequeno, não se afobe ou fique com medo pensando que ele tem alguma dificuldade. Muito pelo contrário, ele está vivenciando com seus brinquedos o seu dia a dia, desenvolvendo a criatividade, competências e habilidades essenciais para o seu desenvolvimento emocional.

Contudo, é preciso ficar atento se a criança deixa de ter um contato com o mundo exterior para dar vazão apenas ao seu amigo imaginário. Os amigos imaginários são importantes, mas jamais devem ser a relação prioritária.

Por isso, é importante que os pais estimulem também outras relações de seus filhos – com amigos da escola, do condomínio, etc. Outra forma de preservar o encantamento e esta imaginação é através dos contos – que são essenciais para a saúde emocional dos pequenos.

São eles que auxiliarão a criança a saber lidar com suas emoções que só podem ser compreendidos e vivenciados por ela através deste mundo de imaginação.

Veja que legal esta ideia de transformar os desenhos das crianças em seus amigos. Já imaginou pedir para o seu filho desenhar o amigo imaginário dele? Eu adorei a ideia!

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Fonte de pesquisa: revista Psicanálise – Amigos imaginários.

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