Arquivo mensais:abril 2015

E viva as cabanas!

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Qual o fascínio de brincar de cabaninha?

Com certeza, quando você era pequeno esta também era uma brincadeira sua. E o lugar pouco importava: na sala, no jardim e até nas árvores.

Não tinha jeito mais gostoso de passar o tempo! Eu lembro que a parte da construção da cabana era a parte mais demorada, porém, a que eu mais gostava!

Hoje em dia, nossas crianças estão perdendo a capacidade de brincar! Perdendo a chance de se envolver desde o começo em uma brincadeira, e desta forma, a imaginação não tem espaço.

Para que “perder tempo” fazendo seu próprio carrinho se eu posso dar um pronto? E que ainda faz barulhos, acende as luzes e até anda sozinho?

E ainda, por que fazer uma cabana se eu já posso dar uma pronta?

Mas, e cadê aquela parte de imaginar qual som meu carro vai ter, em qual superfície ele anda melhor, como posso fazer ele ficar mais rápido, o que posso fazer com ele?

Acontece que estamos nos esquecendo da importância do brincar pelo prazer! Do brincar por si só…

O carrinho foi um exemplo apenas de como estamos engessando o brincar. Quando damos algo pronto, estamos jogando fora mil e uma oportunidades de relação entre a criança e a brincadeira.

E desta forma, nossas crianças estão crescendo sem saber o que é construir, encaixar, imaginar…como se tudo se resolvesse em uma telinha de computador e televisão.

Por isso, nesta semana, brincamos de fazer uma cabaninha! Um jeito simples e delicioso de brincar.

A única coisa que as crianças precisam é de tempo. Não as apresse.

Infância e pressa não combinam!

Com tecidos e grampos, eles soltaram a imaginação. E sabe que aquela minha perguntinha inicial, deu lugar aos meus pensamentos…

Qual o fascínio em montar uma cabana?

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Uma cabana é como a nossa casa.Ali, naquele cantinho da nossa imaginação, construímos e simbolizamos a nossa relação com o outro.

Imaginamos a nossa casa do nosso jeitinho. E descobrimos que podemos ser e fazer o que queremos!

Simples e profundo assim!

Então, quando tiver a oportunidade, participe e observe estes momentos com os seus pequenos!

Uma ideia tão simples, fácil e super gostosa!

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Lembre-se: quando o brinquedo é passivo, a criança torna-se ativa!!! :)

Pintura com sal!

Olá pessoal!!

Que tal propor para a criançada uma nova forma de pintar?

Sempre estou à procura de novidades para fazer com as crianças da família para dividir com vocês e encontrei esta delícia de experiência. :)

Quer saber como pintar com corante e sal?

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Para esta experiência, você precisará de:

  • corante alimentício;
  • conta gotas;
  • papel;
  • sal;
  • cola líquida;

Bom, eu NÃO SEI desenhar como eu gostaria e sinto que, em partes, foi porque não fui estimulada na época escolar a fazer os meus próprios desenhos. Lembro que eu recebia os desenhos passados pelo mimeógrafo :o e para mim, aqueles eram os modelos dos desenhos CERTOS…

Por isso, particularmente não gosto de oferecer desenhos prontos para a minha filha pintar, pois sei que isso poda a imaginação e não permite o processo de criação – que é tão lindo de se ver!

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Por isso, propus para a minha filha que ela fizesse um desenho do que ela quisesse colorir. Ela escolheu desenhar a família. Que lindinha! Ela já faz os olhos, a boca, o nariz e as pernas – a mãe aqui ficou babando!

Em seguida, passamos cola líquida por cima dos traços que ela havia feito e jogamos sal por cima.

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Depois, no recipiente de conta gotas coloquei água e corante alimentício das cores que ela escolheu.

Simsalabim!

Pronto! Agora é só pingar as gotas por cima do sal e esperar ela começar a ser “sugada” por ele. A minha pequena adorou!!

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Depois, ela mesma começou a misturar as cores e descobriu que consegue fazer outras nesta simples mistura.

Observem o “morrinho” de sal que fizemos para experimentar as nossas misturas!

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Se você não tiver o conta gotas, pode pingar também o corante direto do potinho que dá certo!

O que acharam? Que tal tentar com os pequenos?

Boa experiência!

 

 

 

Amigos imaginários!

Será que precisamos ficar com medo? Afinal, o que isso significa para o meu filho? Será que ele está suprindo alguma relação que ele não consiga fazer no “mundo real”?

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Estes dias, observando as brincadeiras da minha filha (coisa que gosto muito de fazer, pois nestes momentos conheço coisas delas que não saberia se não estivesse por perto), percebi que ela estava brincando com alguns amigos imaginários.

Ela recriava situações do dia a dia e os colocava na brincadeira. Foi quando pensei em falar um pouquinho sobre esta fase, em que os pequenos dão vida a personagens em suas brincadeiras.

Não sou psicóloga, mas como professora sempre me interessei pelo universo lúdico infantil e li muito sobre o assunto. Por isso decidi dividir o pouquinho que sei:

A maioria das crianças brinca de faz de conta e interage com tudo o que os envolve. Desta forma, recriando momentos vividos no dia a dia, elas vão se apropriando do seu mundo e aprendem também a lidar com o outro.

Segundo a psicóloga Marta Andersen, “o amigo imaginário pode ser uma importante fonte de conforto emocional quando a criança passa por dificuldades. Algumas crianças desenvolvem amigos imaginários após terem passado por um trauma e esse amigo pode ser um recurso fundamental  para a criança gerir suas emoções.”

Estes amigos imaginários tendem a aparecer quando a criança começa a se apropriar da linguagem oral. Alguns pais até ficam assustados ao perceberem que seus filhos tem amigos imaginários, mas é algo da natureza das crianças. A maioria delas são tão bem integradas quanto as outras.

O próprio Jean Piaget (1896-1980), por exemplo, interpretou os amigos imaginários como uma forma especial do jogo simbólico e uma prova de criatividade.

Por isso, quando perceber as brincadeiras de seu pequeno, não se afobe ou fique com medo pensando que ele tem alguma dificuldade. Muito pelo contrário, ele está vivenciando com seus brinquedos o seu dia a dia, desenvolvendo a criatividade, competências e habilidades essenciais para o seu desenvolvimento emocional.

Contudo, é preciso ficar atento se a criança deixa de ter um contato com o mundo exterior para dar vazão apenas ao seu amigo imaginário. Os amigos imaginários são importantes, mas jamais devem ser a relação prioritária.

Por isso, é importante que os pais estimulem também outras relações de seus filhos – com amigos da escola, do condomínio, etc. Outra forma de preservar o encantamento e esta imaginação é através dos contos – que são essenciais para a saúde emocional dos pequenos.

São eles que auxiliarão a criança a saber lidar com suas emoções que só podem ser compreendidos e vivenciados por ela através deste mundo de imaginação.

Veja que legal esta ideia de transformar os desenhos das crianças em seus amigos. Já imaginou pedir para o seu filho desenhar o amigo imaginário dele? Eu adorei a ideia!

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Fonte de pesquisa: revista Psicanálise – Amigos imaginários.