Choro Emocional – o que é isso?

 Sabe aquele choro do seu filho que você não sabe de onde vem? Muitas vezes ele é sem lágrimas e outras acompanhada de muito sentimento. Sabe quando você não sabe o que fazer diante disso?

Esse “chorinho” é o choro emocional.

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O choro é associado à exteriorização de emoções negativas. Ele é a forma que encontramos para dizer que alguma coisa não está bem e ele pode ser de tristeza, desamparo, saudades, entre outros.

Quando o corpo não consegue se expressar ou identificar o que acontece com ele, o choro emocional aparece. E não basta apenas dizer: vai passar… porque o que está perturbando está bem dentro do coração.

Tive privilégio, como professora, de trabalhar em escolas que me engrandeceram e despertaram em mim o amor pela educação mais humana e fortalecida de vínculo. E porque te conto isso?

Porque foi em uma dessas experiências que consegui “aguçar” meus olhos e me perceber e perceber aquelas pequenas crianças que a vida estava trazendo para as minhas mãos.

     E para afirmar ainda mais: choro emocional existe sim!

E cabe a nós, enquanto mães, pais, professores, cuidadores e amantes das crianças, tomar cuidado para que a inteligência emocional daquele serzinho ganhe força e ele saiba como trabalhar cada dificuldade, carência e dor que apareçam em sua vida.

Por isso, separei 5 pontos que você pode usar com seus filhos e até você mesma (o):

1) Choro emocional:

Quando uma criança cai ou chora sem nenhuma razão (aparentemente), e continua a chorar e pedir o nosso colo, o melhor a fazer não é dar um sermão ou explicar em palavras, o que o coração quer sentir.

Simplesmente se abaixe e abrace aquela criança.brothers-1633653_1920

É só isso que na maioria das vezes ela quer: ser escutada, sentida, compreendida e fortalecida… isso é mostrar para ela que ela pode contar com você e que você estará sempre ali para quando ela precisar.

Outra sugestão é falar para a criança: “eu sei que você está triste, e eu estou aqui!”.

 

2) Não desistir:

Em brincadeiras, jogos, pinturas – seja o que for.

Sempre que a criança mostrar sinais de que não quer mais – pela frustração de não conseguir – esteja ao seu lado fortalecendo o seu emocional e dando instrumentos para ela conseguir.

Se o problema for a pintura, que tal ensinar técnicas diferentes para ela? Isso demandará tempo seu, mas qualidade emocional para a vida inteira dela!

Se for frustração perante o jogo, aos poucos, mostre que você também perde e que cada “erro” te deixa mais esperto e mais preparado para a próxima jogada!

 

3) Valorize as virtudes:

Esse é um ponto super importante, pois muitas vezes, na ânsia de acertar na educação de nossos filhos, focamos nas dificuldades ou no que ele (a) não consegue fazer ainda.

Comece falando das virtudes da criança e de como ela é boa naquilo que faz!IMG-20150312-WA0012

Com relação aos pontos a serem trabalhados, mostre outras qualidades que vão ajudar nessa conquista.

 

4) Esteja perto:

Não há presente maior do que aquele tempo com qualidade.

Observe como eles brincam, do que fantasiam, como interagem com os brinquedos, como fazem estas relações entre a fantasia e a realidade e esteja por perto!

Só assim você vai conhecer melhor o seu filho e identificar o que ele está precisando naquele momento!

 

5) Contato:

Coloque a mão sobre o peito da criança – pois esta é a forma de você entrar em contato com ela.

Nesse momento, vocês estão se conectando e fortalecendo essa relação.

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E sabe, eles vão crescer, vão cuidar da própria vida… e o que fica no final?

As memórias e a maneira de ver e sentir a vida…

São os momentos que você vive ao lado do seu filho que ficarão para sempre guardado no coração deles e no seu.

Por isso, ame, abrace, cuide, brinque, se suje, pule, corra, esteja perto!

Agora é a hora!

;)

Onde está o brincar?

Estes dias, fui em uma festinha infantil. A criançada linda, solta, brincando na cama elástica e na piscina de bolinhas.

Eu gosto de observar cada momento, e procuro sempre extrair dali a essência da brincadeira…e é impressionante como em pouco tempo observando podemos ver as diversas linguagens que as crianças conseguem desenvolver. Elas precisam se entender, encontrar espaço para todo mundo, testar movimentos e experienciar tudo o que as cercam.

Bom, voltando para a festa…minha filha chegou muito animada me chamando para subir em uma árvore que ela tinha encontrado!!!

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Nossa! Me lembrei rapidinho da minha infância e de como eu usava tecidos para fazer rede nos galhos. Passava a tarde inteira assim e não me cansava!

Eu brincava simplesmente pelo prazer de brincar, pois eu tinha LIBERDADE para isso. E com essa liberdade, pude crescer mais segura e confiante nas minhas ações.

O BRINCAR É INESPERADO! Ele acontece sem que possamos planejar, e isso é magnífico!

Então, revivi a minha infância simplesmente olhando a minha filha subir na árvore: procurando onde colocar o pé, onde se segurar, como ela ia se equilibrar, imaginando ser uma macaquinha, olhando para o chão e perceber que ela estava muito mais alta do que eu…

Uau!

Mas não demorou muito, para a maioria das crianças largarem a cama elástica para juntar-se à nossa brincadeira :) que momento mais lindo!

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Momento lindo que foi cortado pelas vozes das mães: “sai daí menino, você vai cair” ou então: “vai sujar toda a sua roupa” e mais ainda: “que perigo. E se você se machucar?”. Também vi crianças que não sabiam como subir e ficavam esperando as diretivas da mãe de onde colocar o pé primeiro…

E no final, todas foram tiradas de cima da árvore e ficamos novamente eu e minha filha lá.

E daí que eu pergunto:

ONDE ESTÁ INDO A INFÂNCIA DAS NOSSAS CRIANÇAS E COMO ELAS CRESCERÃO ASSIM?

Estamos mutilando pouco a pouco a capacidade delas de crescerem sadias, competentes, seguras e completas.

Estamos cortando as asas da imaginação,

as pernas de descobrir até onde podem ir,woman-1807533_1920

os braços de sentir do que são capazes,

a cabeça de evitar que façam suas escolhas…

ah…

e cortando o coração de ser livre e de saber que pode fazer e querer. Além disso: que podem conseguir. Que são fortes simplesmente porque são crianças!

Vamos lutar por uma cultura de infância sadia?

As marcas mais lindas são as da memória de uma infância repleta de brincadeiras, sonhos e momentos simples – mas essenciais!

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Junte-se a nós e compartilhe essa mensagem ;) Para que possamos ajudar as crianças a ter a mesma infância que tivemos!

 

 

Como lidar com a culpa?!

A questão do tempo é algo que volte e meia me pego pensando. Não sobre o meu tempo em si…mas como as coisas passam rápido e parece que nunca aproveitei o suficiente, ou então, que não fiz o meu melhor.

Cabeça de mãe, não é? Se faz, parabéns…se não, vem a bendita culpa.

Culpa por ter escolhido outro caminho, culpa pelas crianças ficarem doentes, culpa por ter me atrasado para pegá-la na escola, culpa por ter brigado…culpa e culpa. Já ouvi muitas mães falando; que quando nasce uma mãe, nasce a culpa.

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Afinal, queremos sempre acertar e escolher o melhor. Agora não somos responsáveis só por nós mesmos, mas também por outras vidas. Vidas que amamos incondicionalmente!

E por esse motivo, fui procurar mais sobre a culpa. Vocês sabem o que signifca?

Culpa se refere à responsabilidade dada à pessoa por um ato que provocou prejuízo material, moral ou espiritual a si mesma ou a outrem. O processo de identificação e atribuição de culpa pode se dar no plano subjetivo, intersubjetivo e objetivo.

No sentido subjetivo, a culpa é um sentimento que se apresenta à consciência quando o sujeito avalia seus atos de forma negativa, sentindo-se responsável por falhas, erros e imperfeições.

E a maneira que eu lido com isso, e que tem me feito bem, por isso quero dividir com vocês é a seguinte:

1) Nossas escolhas (em qualquer área da vida) tem 50% de chances de dar certo e 50% de dar errado. Então, se acalme! Respire e repense suas decisões quando achar necessário;

2) Estamos aprendendo a ser mães. E não há manual ou qualquer outro registro que nos dite como devemos ser! E por que agimos como se fôssemos fazer um teste para a maternidade?

A dica é: siga seu coração. Independentemente da situação, mães tem um dom maravilhoso, que é o de pensar com o coração e sentir com a mente.

Então, relaxe e se escute! Você saberá o melhor a fazer!

3)Aprender com os erros.

Errou? Vigia e tenta não cometer mais esses erros.

Eu faço isso o tempo inteiro. Não acertamos sempre, muito pelo contrário, erramos, mas vamos tentar aprender com eles?

E bem hoje, quando me pego pensando nestas questões da vida de mãe, me aparece essa frase:

“Por que é tão difícil ter um tempo para mim?

Um tempo para ser, em vez de tempo para fazer.

E com frequência o que é urgente abre seu caminho à força e ocupa a dianteira do meu dia, e o que é importante acaba esmagado na correria…” (autor desconhecido)

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Desejo, à você, tempo para apreciar o que verdadeiramente importa e fazer da sua vida e das crianças à sua volta, o movimento contrário: de desaceleração do relógio de suas vidas.

Brinquem!

Riam!

E sejam felizes, no melhor que possam ser!

 

Bolinha de sabão e tinta?

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Se você procura um jeito diferente de pintar com seus pequenos, aproveita e lê este post!

Sim! Dá para pintar com bolinhas de sabão e tinta :)

Em outros posts já comentei sobre a importância de brincar e de deixar a criança conduzir a brincadeira – brincar por brincar – simples assim. São nestes momentos que elas ficam envolvidas no que lhes realmente interessa: pesquisar, testar, refletir, construir…

Mas é muito importante, que nós adultos, proporcionemos ambientes de aprendizagem e materiais que eles possam explorar.

Vamos lá então?

Os materiais são os seguintes:

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  • detergente;
  • canudo;
  • água;
  • tinta ou corante alimentício;
  • copos plásticos ou pequenas canecas;
  • plástico ou cartolina;

Fiz esta atividade a primeira vez na calçada de casa, sem papel e sem plástico. A pequena adorou e como a tinta está diluída, ela sai facinho. Mas atenção! Com o corante é mais difícil limpar, pois ele “gruda” na superfície.

Como hoje estava sem muito tempo para fazer na calçada e deixar ela se sujar inteirinha, fiz na mesa da cozinha com uma cartolina.

Ela se divertiu do mesmo jeitinho!

Coloque nas canecas ou copos, a água, o detergente e o corante ou tinta. Em seguida, estes copos em cima da cartolina ou plástico.

A criança com o canudo assopra o líquido e as bolinhas coloridas começam a surgir. É uma delícia brincar e pintar assim!

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O resultado fica lindo!

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OBS: esta atividade é para crianças que já sabem assoprar o canudo, para evitar o risco de ingestão dos ingredientes.

 

Divirtam-se!

 

 

5 passos fundamentais para você curtir um passeio com o seu filho!

Passear é sempre muito bom, não é? O que você percebe em seus passeios? O que você se permite fazer?

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Por isso, preparei 5 dicas que vão fazer você voltar a ser criança e aproveitar ao máximo este momento tão gostoso!

1)Esteja com eles:

Isso significa, desligar o celular, deixar as preocupações em casa e entregar-se ao seu filho. Isso mesmo! Este tempo é só de vocês…deixe ele conduzir as conversas e mostrar como o tempo é realmente relativo. Andem sem pressa, sem pressões, aproveitem a paisagem e vejam como a natureza é cheia de detalhes!

2) Perceba o que a cerca com os olhos do seu filho:

Você já parou para perceber como aquele caminho parece uma estrada longa pelos olhos de uma criança? Ou como aquela árvore fica gigante quando você se abaixa? E como é gostoso deitar na grama e perceber as formas das nuvens no céu?

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Permita-se viver e descobrir coisas novas com ele.

Estes dias eu estava passeando com a minha filha mais nova e pude ver nos seus olhos a vontade que ela tinha de absorver todos os detalhes e não perder nadinha do passeio! Isso fez cair a ficha em mim de como eles trabalham e tem descobertas a cada instante. Já pensou em se permitir “reler” os seus passeios?

3)Use os sentidos:

Simples assim! Sinta o cheiro das plantas, procure escutar os passarinhos, sentir as texturas das árvores, grama…ah, que delícia!

4) Entre no clima:

Que parte maravilhosa! Brincamos com os personagens favoritos dela, e a cada momento, novos desafios iam surgindo!

Neste passeio que fizemos, brincamos que éramos os anões fugindo do gigante: encontramos cabanas, montanhas e até uns gravetos que se transformaram em nossa varinha.

Nem preciso dizer o quanto ela se divertiu!

5) Resgate suas alegrias de infância:

Sabe aquele momento preferido dos passeios quando você era criança? Permita-se resgatar e contar aos seus filhos e ensiná-los o que você mais gostava de fazer.

Brinquem juntos, fiquem juntos, divirtam-se juntos.

E vocês sabem quanto tempo este nosso passeio durou? Apenas 15 minutos! Viajamos o mundo em pouco tempo! 

Afinal, o brincar é a parte mais importante em ser criança.

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E eu gosto de brincar até hoje, e você?

 

E viva as cabanas!

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Qual o fascínio de brincar de cabaninha?

Com certeza, quando você era pequeno esta também era uma brincadeira sua. E o lugar pouco importava: na sala, no jardim e até nas árvores.

Não tinha jeito mais gostoso de passar o tempo! Eu lembro que a parte da construção da cabana era a parte mais demorada, porém, a que eu mais gostava!

Hoje em dia, nossas crianças estão perdendo a capacidade de brincar! Perdendo a chance de se envolver desde o começo em uma brincadeira, e desta forma, a imaginação não tem espaço.

Para que “perder tempo” fazendo seu próprio carrinho se eu posso dar um pronto? E que ainda faz barulhos, acende as luzes e até anda sozinho?

E ainda, por que fazer uma cabana se eu já posso dar uma pronta?

Mas, e cadê aquela parte de imaginar qual som meu carro vai ter, em qual superfície ele anda melhor, como posso fazer ele ficar mais rápido, o que posso fazer com ele?

Acontece que estamos nos esquecendo da importância do brincar pelo prazer! Do brincar por si só…

O carrinho foi um exemplo apenas de como estamos engessando o brincar. Quando damos algo pronto, estamos jogando fora mil e uma oportunidades de relação entre a criança e a brincadeira.

E desta forma, nossas crianças estão crescendo sem saber o que é construir, encaixar, imaginar…como se tudo se resolvesse em uma telinha de computador e televisão.

Por isso, nesta semana, brincamos de fazer uma cabaninha! Um jeito simples e delicioso de brincar.

A única coisa que as crianças precisam é de tempo. Não as apresse.

Infância e pressa não combinam!

Com tecidos e grampos, eles soltaram a imaginação. E sabe que aquela minha perguntinha inicial, deu lugar aos meus pensamentos…

Qual o fascínio em montar uma cabana?

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Uma cabana é como a nossa casa.Ali, naquele cantinho da nossa imaginação, construímos e simbolizamos a nossa relação com o outro.

Imaginamos a nossa casa do nosso jeitinho. E descobrimos que podemos ser e fazer o que queremos!

Simples e profundo assim!

Então, quando tiver a oportunidade, participe e observe estes momentos com os seus pequenos!

Uma ideia tão simples, fácil e super gostosa!

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Lembre-se: quando o brinquedo é passivo, a criança torna-se ativa!!! :)

Pintura com sal!

Olá pessoal!!

Que tal propor para a criançada uma nova forma de pintar?

Sempre estou à procura de novidades para fazer com as crianças da família para dividir com vocês e encontrei esta delícia de experiência. :)

Quer saber como pintar com corante e sal?

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Para esta experiência, você precisará de:

  • corante alimentício;
  • conta gotas;
  • papel;
  • sal;
  • cola líquida;

Bom, eu NÃO SEI desenhar como eu gostaria e sinto que, em partes, foi porque não fui estimulada na época escolar a fazer os meus próprios desenhos. Lembro que eu recebia os desenhos passados pelo mimeógrafo :o e para mim, aqueles eram os modelos dos desenhos CERTOS…

Por isso, particularmente não gosto de oferecer desenhos prontos para a minha filha pintar, pois sei que isso poda a imaginação e não permite o processo de criação – que é tão lindo de se ver!

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Por isso, propus para a minha filha que ela fizesse um desenho do que ela quisesse colorir. Ela escolheu desenhar a família. Que lindinha! Ela já faz os olhos, a boca, o nariz e as pernas – a mãe aqui ficou babando!

Em seguida, passamos cola líquida por cima dos traços que ela havia feito e jogamos sal por cima.

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Depois, no recipiente de conta gotas coloquei água e corante alimentício das cores que ela escolheu.

Simsalabim!

Pronto! Agora é só pingar as gotas por cima do sal e esperar ela começar a ser “sugada” por ele. A minha pequena adorou!!

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Depois, ela mesma começou a misturar as cores e descobriu que consegue fazer outras nesta simples mistura.

Observem o “morrinho” de sal que fizemos para experimentar as nossas misturas!

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Se você não tiver o conta gotas, pode pingar também o corante direto do potinho que dá certo!

O que acharam? Que tal tentar com os pequenos?

Boa experiência!

 

 

 

Amigos imaginários!

Será que precisamos ficar com medo? Afinal, o que isso significa para o meu filho? Será que ele está suprindo alguma relação que ele não consiga fazer no “mundo real”?

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Estes dias, observando as brincadeiras da minha filha (coisa que gosto muito de fazer, pois nestes momentos conheço coisas delas que não saberia se não estivesse por perto), percebi que ela estava brincando com alguns amigos imaginários.

Ela recriava situações do dia a dia e os colocava na brincadeira. Foi quando pensei em falar um pouquinho sobre esta fase, em que os pequenos dão vida a personagens em suas brincadeiras.

Não sou psicóloga, mas como professora sempre me interessei pelo universo lúdico infantil e li muito sobre o assunto. Por isso decidi dividir o pouquinho que sei:

A maioria das crianças brinca de faz de conta e interage com tudo o que os envolve. Desta forma, recriando momentos vividos no dia a dia, elas vão se apropriando do seu mundo e aprendem também a lidar com o outro.

Segundo a psicóloga Marta Andersen, “o amigo imaginário pode ser uma importante fonte de conforto emocional quando a criança passa por dificuldades. Algumas crianças desenvolvem amigos imaginários após terem passado por um trauma e esse amigo pode ser um recurso fundamental  para a criança gerir suas emoções.”

Estes amigos imaginários tendem a aparecer quando a criança começa a se apropriar da linguagem oral. Alguns pais até ficam assustados ao perceberem que seus filhos tem amigos imaginários, mas é algo da natureza das crianças. A maioria delas são tão bem integradas quanto as outras.

O próprio Jean Piaget (1896-1980), por exemplo, interpretou os amigos imaginários como uma forma especial do jogo simbólico e uma prova de criatividade.

Por isso, quando perceber as brincadeiras de seu pequeno, não se afobe ou fique com medo pensando que ele tem alguma dificuldade. Muito pelo contrário, ele está vivenciando com seus brinquedos o seu dia a dia, desenvolvendo a criatividade, competências e habilidades essenciais para o seu desenvolvimento emocional.

Contudo, é preciso ficar atento se a criança deixa de ter um contato com o mundo exterior para dar vazão apenas ao seu amigo imaginário. Os amigos imaginários são importantes, mas jamais devem ser a relação prioritária.

Por isso, é importante que os pais estimulem também outras relações de seus filhos – com amigos da escola, do condomínio, etc. Outra forma de preservar o encantamento e esta imaginação é através dos contos – que são essenciais para a saúde emocional dos pequenos.

São eles que auxiliarão a criança a saber lidar com suas emoções que só podem ser compreendidos e vivenciados por ela através deste mundo de imaginação.

Veja que legal esta ideia de transformar os desenhos das crianças em seus amigos. Já imaginou pedir para o seu filho desenhar o amigo imaginário dele? Eu adorei a ideia!

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Fonte de pesquisa: revista Psicanálise – Amigos imaginários.

Festa dos balões!

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Sabe aquele dia em que o amiguinho (a) do seu filho vem dormir na sua casa? E agora, o que fazer para passar o tempo, deixa-los entretidos e se divertindo?

Eu particularmente não gosto de deixar as crianças na frente da televisão, e sempre lembro que lugar de criança é brincando e de adulto é virando criança!

Por isso a sugestão de hoje é fazer a festa da bexiga! Ideia simples, mas muito encantadora. Os meus pequenos lembram sempre desse dia e sempre querem repetir.

O melhor é que dá para fazer com o que se tem em casa, sem gastos ou grandes preparações.

Neste dia, depois que jantamos contei para eles que estavam convidados a fazer uma festa da bexiga em casa. Eles quase enlouqueceram!

Primeiro, enchemos muitos balões e colocamos no chão da sala. Com canetinhas permanentes, eles decoraram todos os balões e encontraram os lugares na casa em que queriam pendurá-los.

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Em seguida, arrumamos a mesa da cozinha para a sobremesa do dia. Eu tinha aqueles bolinhos prontos em casa e fiz uma cobertura e coloquei em pequenas xícaras para que cada um enfeitasse o seu bolinho do jeito que quisessem.

Depois, colocaram os confetes e se deliciaram.

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Ah, na sequência fomos para a sala e brincamos de jogar os balões para cima, dançamos e tentamos deixa-los no ar por mais tempo.

Pequenos momentos, simples ideias e  grandes histórias!

Espero que tenham gostado!

Ideia para encantar seu filho enquanto conta o “Era uma vez”!

ERA UMA VEZ…

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Que palavrinhas mais mágicas para se começar uma história não é? Antes de dormir, vejo a minha filha escolhendo dentre muitos livros qual ela quer que eu leia para ela.

Sentamos na cama, e assim que abro a primeira página, vejo em seus olhinhos o brilho do encantamento. E sabem por quê? Porque naquele momento ela está vivendo para isso!!

E não importa, ela sempre pede para contar, recontar, contar de novo.

E é esta a função da literatura infantil: alegrar, divertir ou emocionar o espírito das crianças, de maneira lúdica e instigante. A cada página, elas percebem a si mesmos, suas emoções e encontram meios de lidar com os conflitos internos que vivem.

Ela é mais que entretenimento, ela é uma aventura espiritual!

As crianças pequenas, estão em uma fase animista, ou seja, dão vida a tudo que tocam: seus brinquedos, plantas, pedras, etc. Esta é uma fase particularmente lúdica, cheia de elementos mágicos e maravilhosos.

Não precisa de muita preparação para encantar as crianças, desde que estejamos COM elas naquele momento. Mesmo sem precisar falar, elas sentirão que estamos ali com o coração.

As formas de se contar histórias são infinitas, mas quero compartilhar uma delas:

Peguei uma folha grande e com uma canetinha fui contando a história e desenhando os personagens.

Ao final, fizemos a nossa própria tinta (receita no final do post) – ela escolheu as cores que queria e rapidinho pôs-se a pintar.

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Um momento simples – de contação de histórias – transformou-se em um momento único cheio de memórias! Ela sempre pede para fazermos isso de novo.

Receita tinta caseira:

– 1 xícara de farinha;

– 3 xícaras de água;

– Corante alimentício;

Misture 1 xícara de farinha e 3 xícaras de água em uma panela. Ferva até que a mistura esteja densa. Acrescente qualquer corante. Essa tinta mantém a textura depois de seca.

Delícia viver estes momentos com os pequenos, não é?

Se você não conhece, vale a pena conhecer estes livros: ;)

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